Papel secundário na Copa "é muito pouco" para SP, diz secretário
Mesmo sem saber quem bancará obra do Itaquerão, governo quer abertura da Copa
Obras do Itaquerão ainda são incógnita (crédito: CDC Arquitetos/Divulgação)
O tempo é escasso para encontrar um substituto que represente a cidade no Mundial. Na semana passada, o clube alvinegro finalmente divulgou o orçamento do Itaquerão, que desde setembro passado é a única alternativa dos paulistas para o jogo de estreia do evento. Segundo Pagura, o governo levou um susto ao saber o custo das obras: atendidas todas as exigências da Fifa, a arena corintiana não sairia por menos de R$ 1,07 bilhão.
“O governador Geraldo Alckmin tem se empenhado ao máximo para viabilizar a abertura da Copa em São Paulo. Parece que todas as barreiras do ponto de vista de licença estão em ordem, mas houve uma surpresa, já que o custo do estádio subiu de R$ 700 milhões para R$ 1,07 bilhão. Temos o problema do financiamento desse dinheiro extra para garantir o estádio do Corinthians na abertura”, afirmou o secretário à rádio “CBN”.
A elevação do orçamento gerou um impasse, já que o Corinthians não pretende bancar os R$ 300 milhões. O clube garante apenas o valor inicial, com financiamento de R$ 400 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros R$ 240 milhões dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs), da prefeitura paulistana.
O governo do estado também reluta em colocar o dinheiro extra na obra corintiana. “Hoje, a palavra do governo é que o estado não colocará dinheiro em construção de iniciativa privada. Já está fazendo muito no entorno para garantir toda a tranquilidade do torcedor”, disse Pagura, que assegurou que o Corinthians não pediu "diretamente" que o estado bancasse o valor excedente.
Para desatar o nó, o governo agendou para os próximos dias reunião com o Comitê Organizador Local (COL) da Copa, com o governo federal e com os envolvidos na construção do estádio, o Corinthians e a Odebrecht.
“Vamos ter que conversar com a Fifa, com o Corinthians, com a própria Odebrecht. Mas tem que ser rápido. Se você trabalhar bem, em até 33 meses se conclui o estádio. Mas dinheiro do estado não está previsto hoje para suprir a falta de orçamento”, completou o secretário.
Segundo Pagura, não existe plano B para a abertura da Copa em São Paulo. A Arena Palestra, que o Palmeiras vem reformando na zona oeste da capital, pode até ser alternativa para a Copa das Confederações, já que o Itaquerão não ficará pronto até junho de 2013. Mas para a Copa, a arena corintiana estaria garantida.
“Ou São Paulo vai com o estádio de Itaquera –porque agora estamos em maio e não há tempo para plano A, B ou C– ou não vai se fazer a abertura da Copa do Mundo. Se tivesse sido dado um dead line em 2007 ou 2008 poderíamos ter outro plano. Hoje o impasse é financeiro.”
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