Federação inglesa pede a Fifa que adie eleições para 'melhorar reputação'

Entidade dirigente do futebol enfrenta crise grave de reputação
A associação inglesa de futebol, FA, emitiu nesta terça-feira um comunicado pedindo que a Fifa adie as suas eleições para presidente marcadas para a quarta-feira.
Assinado pelo presidente da organização inglesa, David Bernstein, o comunicado afirma que a FA vai se abster de votar nas eleições e pede que seja indicado um comitê externo para investigar as alegações de corrupção na entidade.
"Os eventos dos últimos dias reforçaram a nossa visão, e pedimos à Fifa e a outras associações nacionais de futebol que nos apóiem em duas iniciativas", diz o comunicado.
"A primeira, adiar as eleições e dar credibilidade ao processo, de forma que qualquer candidato alternativo tenha a oportunidade de postular à Presidência. A segunda, apontar um órgão externo genuinamente independente para fazer recomendações em relação à melhoria da governança, procedimentos e processos de tomada de decisão para serem considerados por todos os membros."
O atual presidente da Fifa, o suíço Joseph 'Sepp' Blatter, concorre sozinho a um quarto mandato, depois da suspensão do único rival na disputa, o catariano Mohamed Bin Hammam, que responde a acusações de corrupção no comitê de ética da entidade.
David Bernstein disse que a FA está "preocupada com a falta de transparência e prestação de contas dentro da organização, contribuindo para a atual situação de insatisfação".
"Estes são tempos muito ruins para a reputação da Fifa e, portanto, para o conjunto do futebol."
Patrocinadores
Na terça-feira, as empresas patrocinadoras dos eventos da Fifa expressaram preocupação com os danos de imagem provocados pelas acusações de corrupção na organização que controla o futebol mundial.

A Coca-Cola e a Adidas, dois dos principais nomes, manifestaram publicamente o descontentamento com o escândalo em curso na entidade. Outros patrocinadores, como Visa e Emirates, têm procurado se manter à distância da polêmica.
"A tendência negativa do debate público sobre a Fifa neste momento não é boa nem para o futebol nem para a Fifa e seus parceiros", afirmou a Adidas em um comunicado.
A Coca-Cola, por sua vez, afirmou por meio de seu porta-voz que "as acusações sendo levantadas atualmente são preocupantes e ruins para o esporte".
Em entrevista aos jornalistas, porém, Sepp Blatter, negou que a Fifa esteja em crise e disse que o esporte atravessa apenas "certas dificuldades".
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Vladimir Putin defende presidente da Fifa de acusações de corrupção

Primeiro-ministro da Rússia diz estar perplexo com acusações a Joseph Blatter, que deverá ser investigado pelo comitê de ética da organização


Blatter e Vladimir Putin durante conversa sobre a Copa de 2018 na Rússia (Foto: AP) 
Blatter e Putin: relação mais próxima
O primeiro-ministro russo Vladimir Putin saiu nesta sexta-feira em defesa de Joseph Blatter, presidente da Fifa, depois que o comitê de ética da entidade abriu um procedimento disciplinar para investigar o dirigente. Blatter foi denunciado por Mohammed Bin Hammam, integrante do comitê executivo da Fifa e adversário do suíço nas eleições à presidência do organismo que rege o futebol mundial.
- O que vejo agora me causa perplexidade, acusar Blatter de corrupção é uma absoluta sandice. Tenho certeza de que isto de nenhuma maneira influenciará na eleição do futuro presidente da Fifa - disse Putin, em declarações publicadas pelas agências de notícias da Rússia.
O primeiro-ministro acrescentou que, se pudesse, votaria no dirigente de 77 anos, que tentará um quarto mandato.
- Blatter fez muito pelo desenvolvimento do futebol ao transformá-lo de um simples esporte em um grande fenômeno social de alcance mundial - acrescentou.
Putin já havia saído em defesa do suíço em dezembro do ano passado, quando a imprensa britânica acusou a entidade de corrupção na véspera da escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018, para a qual a Rússia foi eleita, e de 2022, que será realizada no Qatar.
O russo se aproximou do sucessor de João Havelange desde então e por isso tem plena confiança no dirigente.
- Depois que a Rússia obteve o direito de organizar a Copa, começamos a nos reunir com mais assiduidade, já que se trata de um trabalho conjunto de preparação - explicou.
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Estilo de Neymar ganha elogio de Muricy: 'Gênio tem que fazer o que acha'

No Prêmio Paulistão 2011, treinador do Santos exalta atacante: 'Acho muito legal a maneira de ele se vestir e de ser. Como pessoa e como jogador'  

Como se não bastassem os rasgados elogios a Neymar dentro de campo, Muricy Ramalho destacou também o estilo do pupilo na cerimônia do Prêmio para os melhores do Paulistão 2011, na noite desta segunda-feira, na capital paulista.

Ao observar o craque entrar na casa de shows que sediou o evento com um blazer quadriculado preto e branco, o técnico do Santos, campeão paulista sobre o Corinthians, deu-lhe um abraço e disse que, pelo que ele joga, pode criar moda.

- O cara é fera. Quem é craque, quem é gênio tem de fazer o que acha. É legal, é o jeito da molecada. Eu também já fui moleque. Acho muito legal a maneira de ele se vestir e de ser. Como pessoa e como jogador - disse Muricy, em entrevista ao programa "Bem, Amigos!", do SporTV.

A rápida adaptação ao clube paulista foi festejada pelo comandante, que conquistou seu segundo Paulistão (havia levantado o caneco pelo São Caetano em 2004). Mas o treinador lembrou que precisa o time precisa confirmar o bom momento no compromisso desta quarta-feira, pela Libertadores, contra o Once Caldas, na Vila Belmiro, que vale classificação para as semifinais da competição.

- Não tem como não festejar um título e não vir a uma festa como essa. Mas vamos sair daqui e se preparar para um jogo duríssimo. O Once Caldas é um time forte, que é bem melhor fora de casa do que em casa, e vimos o que aconteceu com o Cruzeiro - disse o técnico do Peixe, que lembrou de seu primeiro jogo, contra o Cerro Porteño, no Paraguai, e da confiança dos atletas.

 
- Não é fácil chegar em um grande clube, com grandes jogadores, e estrear na Libertadores contra o Cerro sem poder nem empatar. E sem Neymar, Zé Love e Elano. Não é fácil, tem de ter personalidade e conhecimento. Disseram que saí do Fluminense por causa da Libertadores, então acho que escolhi errado, né? Eu acho que é a confiança e trabalho. O time é muito forte, e são pessoas que estão com um pensamento só.

 
Fonte: SporTV.com



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Empresário oferece Arena Palestra para resolver impasse da Copa em SP

Estádio do Palmeiras surge como alternativa ao do Corinthians, com financiamento indefinido

Projeção da Arena Palestra, oferecida como opção para a Copa em SP (crédito: WTorre/divulgação)
Aproveitando as incertezas que rondam a construção do Itaquerão, o estádio do Corinthians indicado para a Copa de 2014 em São Paulo, o empresário Walter Torre ofereceu a Arena Palestra para sediar não apenas o Mundial na capital paulista, mas também a Copa das Confederações, torneio-teste que acontece um ano antes.
De acordo com o jornal "Folha de S.Paulo", Torre fez a oferta por meio de carta enviada ontem ao presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Teixeira, e ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
As obras da Arena Palestra foram retomadas nesta semana depois da assinatura do contrato entre a WTorre e o Palmeiras, proprietário do imóvel.
O imbrógio envolvendo o Itaquerão diz respeito ao financiamento da obra. Na semana passada, o Corinthians fechou o orçamento em R$ 1,07 bilhão, cerca de R$ 300 milhões a mais do que o previsto para o clube.
Até o momento, ninguém sabe quem bancará as obras. Clube, governo estadual e prefeitura dizem que não colocarão recursos no estádio. Uma reunião nos próximos dias abordará o tema.
O problema é que com o Itaquerão fora do Mundial São Paulo perderia o jogo de estreia. O Palestra terá somente 45 mil lugares depois da reforma, que deve terminar em dezembro de 2012. A capacidade permite sediar jogos até as quartas de final.
Hoje, o secretário paulista de Esporte, Lazer e Juventude, Jorge Pagura, afirmou que o estado não está disposto a abrir mão do jogo de estreia da Copa, mas deixou em aberto a possibilidade de a Arena Palestra sediar a Copa das Confederações.
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Papel secundário na Copa "é muito pouco" para SP, diz secretário

Mesmo sem saber quem bancará obra do Itaquerão, governo quer abertura da Copa

Obras do Itaquerão ainda são incógnita (crédito: CDC Arquitetos/Divulgação)
Mesmo com o novo impasse envolvendo o financiamento do estádio do Corinthians, o governo de São Paulo não está disposto a abrir mão da abertura da Copa de 2014. O secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Jorge Pagura, afirmou nesta quarta-feira que um papel secundário no maior evento esportivo do planeta “é muito pouco” para a capital paulista.
O tempo é escasso para encontrar um substituto que represente a cidade no Mundial. Na semana passada, o clube alvinegro finalmente divulgou o orçamento do Itaquerão, que desde setembro passado é a única alternativa dos paulistas para o jogo de estreia do evento. Segundo Pagura, o governo levou um susto ao saber o custo das obras: atendidas todas as exigências da Fifa, a arena corintiana não sairia por menos de R$ 1,07 bilhão.

“O governador Geraldo Alckmin tem se empenhado ao máximo para viabilizar a abertura da Copa em São Paulo. Parece que todas as barreiras do ponto de vista de licença estão em ordem, mas houve uma surpresa, já que o custo do estádio subiu de R$ 700 milhões para R$ 1,07 bilhão. Temos o problema do financiamento desse dinheiro extra para garantir o estádio do Corinthians na abertura”, afirmou o secretário à rádio “CBN”.

A elevação do orçamento gerou um impasse, já que o Corinthians não pretende bancar os R$ 300 milhões. O clube garante apenas o valor inicial, com financiamento de R$ 400 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros R$ 240 milhões dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs), da prefeitura paulistana.

O governo do estado também reluta em colocar o dinheiro extra na obra corintiana. “Hoje, a palavra do governo é que o estado não colocará dinheiro em construção de iniciativa privada. Já está fazendo muito no entorno para garantir toda a tranquilidade do torcedor”, disse Pagura, que assegurou que o Corinthians não pediu "diretamente" que o estado bancasse o valor excedente.

Para desatar o nó, o governo agendou para os próximos dias reunião com o Comitê Organizador Local (COL) da Copa, com o governo federal e com os envolvidos na construção do estádio, o Corinthians e a Odebrecht.

“Vamos ter que conversar com a Fifa, com o Corinthians, com a própria Odebrecht. Mas tem que ser rápido. Se você trabalhar bem, em até 33 meses se conclui o estádio. Mas dinheiro do estado não está previsto hoje para suprir a falta de orçamento”, completou o secretário.

Segundo Pagura, não existe plano B para a abertura da Copa em São Paulo. A Arena Palestra, que o Palmeiras vem reformando na zona oeste da capital, pode até ser alternativa para a Copa das Confederações, já que o Itaquerão não ficará pronto até junho de 2013. Mas para a Copa, a arena corintiana estaria garantida.

“Ou São Paulo vai com o estádio de Itaquera –porque agora estamos em maio e não há tempo para plano A, B ou C– ou não vai se fazer a abertura da Copa do Mundo. Se tivesse sido dado um dead line em 2007 ou 2008 poderíamos ter outro plano. Hoje o impasse é financeiro.”
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Britânica "The Economist" destaca atraso em obras da Copa de 2014

Revista, uma das mais lidas publicações mundiais, diz que são grandes chances de o evento dar errado

São Paulo, Rio e Natal são sedes mais problemáticas (crédito: Reprodução)
O atraso na construção dos estádios e aeroportos da Copa de 2014 virou destaque na edição desta semana da revista britânica “The Economist”, uma das publicações mais influentes na área de economia e política.

Com o título “Pontapé atrasado” (“Late kick-off”), a reportagem diz que o Mundial é uma oportunidade de o Brasil comprovar sua capacidade de organizar eventos dessa magnitude. Mas destaca que é grande a possibilidade de as coisas saírem errado. “Parece cada vez mais provável que o país pise na bola fora de campo”, diz a abertura do texto.

São Paulo, Rio e Natal são os exemplos negativos quando se trata da construção dos estádios. A revista lembra que a capital paulista ainda nem começou a construção do seu campo, que deve receber a abertura do evento.

No Rio, o mais provável palco da final, a reforma do Maracanã é definida como uma “devoradora” de dinheiro, já que o orçamento pulou dos R$ 705 milhões para mais de R$ 1 bilhão. Natal também é colocada entre os retardatários por ter assinado o contrato para a construção do Estádio das Dunas mais de três anos depois de o Brasil ser indicado país-sede da competição.

Aeroportos
Para abordar a lentidão nas obras dos aeroportos, a revista britânica cita o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em 14 de abril, que conclui que as obras de nove dos 12 terminais da Copa não estarão prontas a tempo da competição.

Entre os problemas apontados nos terminais brasileiros está a demora no check-in e retirada de bagagens, além da grande quantidade de atrasos e cancelamentos de voos. A “The Economist” lembra ainda o aumento significativo da demanda por voos no país e diz que os principais aeroportos já operam acima da capacidade.

O texto define a Infraero, estatal que administra os aeroportos, de “sluggish”, termo que deriva do substantivo lesma, já que a empresa foi incapaz de aplicar metade dos recursos para a ampliação da infraestrutura aérea, mesmo com o dinheiro em caixa.

A reportagem entrevistou dois especialistas em infraestrutura brasileiros, que se disseram preocupados com a intenção do governo de abrandar a lei de licitação para acelerar as obras. Segundo eles, regras mais frouxas podem levar a uma “escalada exorbitante nos custos”, a exemplo do que ocorreu no Pan-americano de 2007.
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Governo define modelo de concessão para aeroportos de SP e Brasília

Segundo jornal, iniciativa privada poderá explorar áreas comerciais em troca das obras

Terceiro terminal de Guarulhos poderá ser explorado iniciativa privada (crédito: Bruno Dantas/WikimediaCommons)
Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, o governo federal definiu nesta semana a forma como serão tocadas as obras de três aeroportos brasileiros que terão papel fundamental na Copa de 2014.

A construção do terceiro terminal do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e a ampliação dos aeroportos de Viracopos (SP) e Juscelino Kubitschek (Brasília) adotará o modelo de “concessão administrativa”, previsto na lei de parcerias público-privadas (PPP).

Desta forma, um parceiro privado bancará todos os custos da construção e, depois das obras, poderá explorar as áreas comerciais dos aeroportos.

Segundo o jornal, a vencedora da licitação ficará responsável pela manutenção do terceiro terminal de Guarulhos. A Infraero, estatal que administra os aeroportos, fará a operação dos serviços.

A reportagem informa ainda que estudos do governo mostram que o modelo é viável economicamente. No entanto, ainda há dúvida se apenas com a exploração de áreas comerciais o modelo será viável para a iniciativa privada.

Para facilitar o negócio, o governo pretende acionar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para bancar as obras.
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