Federação inglesa pede a Fifa que adie eleições para 'melhorar reputação'

Entidade dirigente do futebol enfrenta crise grave de reputação
A associação inglesa de futebol, FA, emitiu nesta terça-feira um comunicado pedindo que a Fifa adie as suas eleições para presidente marcadas para a quarta-feira.
Assinado pelo presidente da organização inglesa, David Bernstein, o comunicado afirma que a FA vai se abster de votar nas eleições e pede que seja indicado um comitê externo para investigar as alegações de corrupção na entidade.
"Os eventos dos últimos dias reforçaram a nossa visão, e pedimos à Fifa e a outras associações nacionais de futebol que nos apóiem em duas iniciativas", diz o comunicado.
"A primeira, adiar as eleições e dar credibilidade ao processo, de forma que qualquer candidato alternativo tenha a oportunidade de postular à Presidência. A segunda, apontar um órgão externo genuinamente independente para fazer recomendações em relação à melhoria da governança, procedimentos e processos de tomada de decisão para serem considerados por todos os membros."
O atual presidente da Fifa, o suíço Joseph 'Sepp' Blatter, concorre sozinho a um quarto mandato, depois da suspensão do único rival na disputa, o catariano Mohamed Bin Hammam, que responde a acusações de corrupção no comitê de ética da entidade.
David Bernstein disse que a FA está "preocupada com a falta de transparência e prestação de contas dentro da organização, contribuindo para a atual situação de insatisfação".
"Estes são tempos muito ruins para a reputação da Fifa e, portanto, para o conjunto do futebol."
Patrocinadores
Na terça-feira, as empresas patrocinadoras dos eventos da Fifa expressaram preocupação com os danos de imagem provocados pelas acusações de corrupção na organização que controla o futebol mundial.

A Coca-Cola e a Adidas, dois dos principais nomes, manifestaram publicamente o descontentamento com o escândalo em curso na entidade. Outros patrocinadores, como Visa e Emirates, têm procurado se manter à distância da polêmica.
"A tendência negativa do debate público sobre a Fifa neste momento não é boa nem para o futebol nem para a Fifa e seus parceiros", afirmou a Adidas em um comunicado.
A Coca-Cola, por sua vez, afirmou por meio de seu porta-voz que "as acusações sendo levantadas atualmente são preocupantes e ruins para o esporte".
Em entrevista aos jornalistas, porém, Sepp Blatter, negou que a Fifa esteja em crise e disse que o esporte atravessa apenas "certas dificuldades".
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Vladimir Putin defende presidente da Fifa de acusações de corrupção

Primeiro-ministro da Rússia diz estar perplexo com acusações a Joseph Blatter, que deverá ser investigado pelo comitê de ética da organização


Blatter e Vladimir Putin durante conversa sobre a Copa de 2018 na Rússia (Foto: AP) 
Blatter e Putin: relação mais próxima
O primeiro-ministro russo Vladimir Putin saiu nesta sexta-feira em defesa de Joseph Blatter, presidente da Fifa, depois que o comitê de ética da entidade abriu um procedimento disciplinar para investigar o dirigente. Blatter foi denunciado por Mohammed Bin Hammam, integrante do comitê executivo da Fifa e adversário do suíço nas eleições à presidência do organismo que rege o futebol mundial.
- O que vejo agora me causa perplexidade, acusar Blatter de corrupção é uma absoluta sandice. Tenho certeza de que isto de nenhuma maneira influenciará na eleição do futuro presidente da Fifa - disse Putin, em declarações publicadas pelas agências de notícias da Rússia.
O primeiro-ministro acrescentou que, se pudesse, votaria no dirigente de 77 anos, que tentará um quarto mandato.
- Blatter fez muito pelo desenvolvimento do futebol ao transformá-lo de um simples esporte em um grande fenômeno social de alcance mundial - acrescentou.
Putin já havia saído em defesa do suíço em dezembro do ano passado, quando a imprensa britânica acusou a entidade de corrupção na véspera da escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018, para a qual a Rússia foi eleita, e de 2022, que será realizada no Qatar.
O russo se aproximou do sucessor de João Havelange desde então e por isso tem plena confiança no dirigente.
- Depois que a Rússia obteve o direito de organizar a Copa, começamos a nos reunir com mais assiduidade, já que se trata de um trabalho conjunto de preparação - explicou.
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Estilo de Neymar ganha elogio de Muricy: 'Gênio tem que fazer o que acha'

No Prêmio Paulistão 2011, treinador do Santos exalta atacante: 'Acho muito legal a maneira de ele se vestir e de ser. Como pessoa e como jogador'  

Como se não bastassem os rasgados elogios a Neymar dentro de campo, Muricy Ramalho destacou também o estilo do pupilo na cerimônia do Prêmio para os melhores do Paulistão 2011, na noite desta segunda-feira, na capital paulista.

Ao observar o craque entrar na casa de shows que sediou o evento com um blazer quadriculado preto e branco, o técnico do Santos, campeão paulista sobre o Corinthians, deu-lhe um abraço e disse que, pelo que ele joga, pode criar moda.

- O cara é fera. Quem é craque, quem é gênio tem de fazer o que acha. É legal, é o jeito da molecada. Eu também já fui moleque. Acho muito legal a maneira de ele se vestir e de ser. Como pessoa e como jogador - disse Muricy, em entrevista ao programa "Bem, Amigos!", do SporTV.

A rápida adaptação ao clube paulista foi festejada pelo comandante, que conquistou seu segundo Paulistão (havia levantado o caneco pelo São Caetano em 2004). Mas o treinador lembrou que precisa o time precisa confirmar o bom momento no compromisso desta quarta-feira, pela Libertadores, contra o Once Caldas, na Vila Belmiro, que vale classificação para as semifinais da competição.

- Não tem como não festejar um título e não vir a uma festa como essa. Mas vamos sair daqui e se preparar para um jogo duríssimo. O Once Caldas é um time forte, que é bem melhor fora de casa do que em casa, e vimos o que aconteceu com o Cruzeiro - disse o técnico do Peixe, que lembrou de seu primeiro jogo, contra o Cerro Porteño, no Paraguai, e da confiança dos atletas.

 
- Não é fácil chegar em um grande clube, com grandes jogadores, e estrear na Libertadores contra o Cerro sem poder nem empatar. E sem Neymar, Zé Love e Elano. Não é fácil, tem de ter personalidade e conhecimento. Disseram que saí do Fluminense por causa da Libertadores, então acho que escolhi errado, né? Eu acho que é a confiança e trabalho. O time é muito forte, e são pessoas que estão com um pensamento só.

 
Fonte: SporTV.com



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Empresário oferece Arena Palestra para resolver impasse da Copa em SP

Estádio do Palmeiras surge como alternativa ao do Corinthians, com financiamento indefinido

Projeção da Arena Palestra, oferecida como opção para a Copa em SP (crédito: WTorre/divulgação)
Aproveitando as incertezas que rondam a construção do Itaquerão, o estádio do Corinthians indicado para a Copa de 2014 em São Paulo, o empresário Walter Torre ofereceu a Arena Palestra para sediar não apenas o Mundial na capital paulista, mas também a Copa das Confederações, torneio-teste que acontece um ano antes.
De acordo com o jornal "Folha de S.Paulo", Torre fez a oferta por meio de carta enviada ontem ao presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Teixeira, e ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
As obras da Arena Palestra foram retomadas nesta semana depois da assinatura do contrato entre a WTorre e o Palmeiras, proprietário do imóvel.
O imbrógio envolvendo o Itaquerão diz respeito ao financiamento da obra. Na semana passada, o Corinthians fechou o orçamento em R$ 1,07 bilhão, cerca de R$ 300 milhões a mais do que o previsto para o clube.
Até o momento, ninguém sabe quem bancará as obras. Clube, governo estadual e prefeitura dizem que não colocarão recursos no estádio. Uma reunião nos próximos dias abordará o tema.
O problema é que com o Itaquerão fora do Mundial São Paulo perderia o jogo de estreia. O Palestra terá somente 45 mil lugares depois da reforma, que deve terminar em dezembro de 2012. A capacidade permite sediar jogos até as quartas de final.
Hoje, o secretário paulista de Esporte, Lazer e Juventude, Jorge Pagura, afirmou que o estado não está disposto a abrir mão do jogo de estreia da Copa, mas deixou em aberto a possibilidade de a Arena Palestra sediar a Copa das Confederações.
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Papel secundário na Copa "é muito pouco" para SP, diz secretário

Mesmo sem saber quem bancará obra do Itaquerão, governo quer abertura da Copa

Obras do Itaquerão ainda são incógnita (crédito: CDC Arquitetos/Divulgação)
Mesmo com o novo impasse envolvendo o financiamento do estádio do Corinthians, o governo de São Paulo não está disposto a abrir mão da abertura da Copa de 2014. O secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Jorge Pagura, afirmou nesta quarta-feira que um papel secundário no maior evento esportivo do planeta “é muito pouco” para a capital paulista.
O tempo é escasso para encontrar um substituto que represente a cidade no Mundial. Na semana passada, o clube alvinegro finalmente divulgou o orçamento do Itaquerão, que desde setembro passado é a única alternativa dos paulistas para o jogo de estreia do evento. Segundo Pagura, o governo levou um susto ao saber o custo das obras: atendidas todas as exigências da Fifa, a arena corintiana não sairia por menos de R$ 1,07 bilhão.

“O governador Geraldo Alckmin tem se empenhado ao máximo para viabilizar a abertura da Copa em São Paulo. Parece que todas as barreiras do ponto de vista de licença estão em ordem, mas houve uma surpresa, já que o custo do estádio subiu de R$ 700 milhões para R$ 1,07 bilhão. Temos o problema do financiamento desse dinheiro extra para garantir o estádio do Corinthians na abertura”, afirmou o secretário à rádio “CBN”.

A elevação do orçamento gerou um impasse, já que o Corinthians não pretende bancar os R$ 300 milhões. O clube garante apenas o valor inicial, com financiamento de R$ 400 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros R$ 240 milhões dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs), da prefeitura paulistana.

O governo do estado também reluta em colocar o dinheiro extra na obra corintiana. “Hoje, a palavra do governo é que o estado não colocará dinheiro em construção de iniciativa privada. Já está fazendo muito no entorno para garantir toda a tranquilidade do torcedor”, disse Pagura, que assegurou que o Corinthians não pediu "diretamente" que o estado bancasse o valor excedente.

Para desatar o nó, o governo agendou para os próximos dias reunião com o Comitê Organizador Local (COL) da Copa, com o governo federal e com os envolvidos na construção do estádio, o Corinthians e a Odebrecht.

“Vamos ter que conversar com a Fifa, com o Corinthians, com a própria Odebrecht. Mas tem que ser rápido. Se você trabalhar bem, em até 33 meses se conclui o estádio. Mas dinheiro do estado não está previsto hoje para suprir a falta de orçamento”, completou o secretário.

Segundo Pagura, não existe plano B para a abertura da Copa em São Paulo. A Arena Palestra, que o Palmeiras vem reformando na zona oeste da capital, pode até ser alternativa para a Copa das Confederações, já que o Itaquerão não ficará pronto até junho de 2013. Mas para a Copa, a arena corintiana estaria garantida.

“Ou São Paulo vai com o estádio de Itaquera –porque agora estamos em maio e não há tempo para plano A, B ou C– ou não vai se fazer a abertura da Copa do Mundo. Se tivesse sido dado um dead line em 2007 ou 2008 poderíamos ter outro plano. Hoje o impasse é financeiro.”
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Britânica "The Economist" destaca atraso em obras da Copa de 2014

Revista, uma das mais lidas publicações mundiais, diz que são grandes chances de o evento dar errado

São Paulo, Rio e Natal são sedes mais problemáticas (crédito: Reprodução)
O atraso na construção dos estádios e aeroportos da Copa de 2014 virou destaque na edição desta semana da revista britânica “The Economist”, uma das publicações mais influentes na área de economia e política.

Com o título “Pontapé atrasado” (“Late kick-off”), a reportagem diz que o Mundial é uma oportunidade de o Brasil comprovar sua capacidade de organizar eventos dessa magnitude. Mas destaca que é grande a possibilidade de as coisas saírem errado. “Parece cada vez mais provável que o país pise na bola fora de campo”, diz a abertura do texto.

São Paulo, Rio e Natal são os exemplos negativos quando se trata da construção dos estádios. A revista lembra que a capital paulista ainda nem começou a construção do seu campo, que deve receber a abertura do evento.

No Rio, o mais provável palco da final, a reforma do Maracanã é definida como uma “devoradora” de dinheiro, já que o orçamento pulou dos R$ 705 milhões para mais de R$ 1 bilhão. Natal também é colocada entre os retardatários por ter assinado o contrato para a construção do Estádio das Dunas mais de três anos depois de o Brasil ser indicado país-sede da competição.

Aeroportos
Para abordar a lentidão nas obras dos aeroportos, a revista britânica cita o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em 14 de abril, que conclui que as obras de nove dos 12 terminais da Copa não estarão prontas a tempo da competição.

Entre os problemas apontados nos terminais brasileiros está a demora no check-in e retirada de bagagens, além da grande quantidade de atrasos e cancelamentos de voos. A “The Economist” lembra ainda o aumento significativo da demanda por voos no país e diz que os principais aeroportos já operam acima da capacidade.

O texto define a Infraero, estatal que administra os aeroportos, de “sluggish”, termo que deriva do substantivo lesma, já que a empresa foi incapaz de aplicar metade dos recursos para a ampliação da infraestrutura aérea, mesmo com o dinheiro em caixa.

A reportagem entrevistou dois especialistas em infraestrutura brasileiros, que se disseram preocupados com a intenção do governo de abrandar a lei de licitação para acelerar as obras. Segundo eles, regras mais frouxas podem levar a uma “escalada exorbitante nos custos”, a exemplo do que ocorreu no Pan-americano de 2007.
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Governo define modelo de concessão para aeroportos de SP e Brasília

Segundo jornal, iniciativa privada poderá explorar áreas comerciais em troca das obras

Terceiro terminal de Guarulhos poderá ser explorado iniciativa privada (crédito: Bruno Dantas/WikimediaCommons)
Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, o governo federal definiu nesta semana a forma como serão tocadas as obras de três aeroportos brasileiros que terão papel fundamental na Copa de 2014.

A construção do terceiro terminal do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e a ampliação dos aeroportos de Viracopos (SP) e Juscelino Kubitschek (Brasília) adotará o modelo de “concessão administrativa”, previsto na lei de parcerias público-privadas (PPP).

Desta forma, um parceiro privado bancará todos os custos da construção e, depois das obras, poderá explorar as áreas comerciais dos aeroportos.

Segundo o jornal, a vencedora da licitação ficará responsável pela manutenção do terceiro terminal de Guarulhos. A Infraero, estatal que administra os aeroportos, fará a operação dos serviços.

A reportagem informa ainda que estudos do governo mostram que o modelo é viável economicamente. No entanto, ainda há dúvida se apenas com a exploração de áreas comerciais o modelo será viável para a iniciativa privada.

Para facilitar o negócio, o governo pretende acionar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para bancar as obras.
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Maracanã será cedido à iniciativa privada, diz governador

Segundo Cabral, licitação será lançada no segundo semestre; estado continuará à frente da reforma

Estado continuará com o custeio da obras do novo Maracanã (crédito: Emop/Divulgação)
O governo do Estado do Rio de Janeiro vai custear a reforma do estádio Maracanã para a Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014, mas depois cederá sua administração a uma empresa privada, anunciou nesta quinta-feira (5) o governador Sérgio Cabral.
"Vamos concessionar o Maracanã. Não tem cabimento um estádio como o Maracanã nas mãos do poder público", afirmou Cabral em entrevista publicada hoje no jornal "Lance!", na qual abordou o futuro do estádio que já foi cenário da final da Copa do Mundo de 1950 e também será da final do evento em 2014.
O governador acrescentou que lançará no segundo semestre deste mesmo ano a licitação para que todo o complexo da Maracanã, que pertence ao governo do Estado e inclui o ginásio do Maracanãzinho, seja administrado pelo setor privado.
"O estado tem de concentrar os esforços naquilo que é importante. A concessionária, obviamente, terá de assumir obrigações públicas", acrescentou Cabral em sua entrevista ao "Lance!".
O governador considera que várias empresas estão interessadas em assumir a concessão porque o estádio será completamente renovado e incluirá o Maracanãzinho.
"As grandes operadoras de estádio do mundo, gestoras de conteúdo, clubes de futebol, quem quer que seja, terão muito interesse nesse conjunto de entretenimento não só esportivo, mas também modernizado e renovado", afirmou ao lembrar que o estádio foi palco de grandes concertos e eventos com personagens como o papa João Paulo II.
A administração do estádio será cedida após as obras de reforma, que começaram em agosto do ano passado e nas quais o governo vai investir cerca de R$ 1 bilhão.
As obras de remodelação do Maracanã foram orçadas inicialmente em R$ 705 milhões, mas o consórcio responsável pela reforma descobriu imperfeições na estrutura do estádio.
O governo não divulgou o novo valor da reforma, mas reconhece que será ao menos 50% mais cara, com o que o custo poderá superar R$ 1 bilhão, quase três vezes o que a Prefeitura do Rio de Janeiro gastou para construir o estádio Olímpico João Havelange para os Jogos Pan-Americanos de 2007.
"A lei permite aumentar em 50% o custo contratado, mas vai ficar abaixo disso. A coberta foi uma novidade, mas não vai encarecer a obra até o ponto de alcançar 50%", admitiu Cabral.
A construção de uma nova cobertura de lona estendida obre estruturas de aço foi autorizada no mês passado pelo Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico, porque o Maracanã é um patrimônio nacional.
Apesar da necessidade de modificar os planos iniciais, o governador garantiu que o prazo de entrega das obras em dezembro de 2012 foi mantido e que o estádio poderá ser usado para a Copa das Confederações em 2013.
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Corinthians e prefeitura assinam acordo por terreno de Itaquera

Clube investirá R$ 12 milhões em saúde e educação para garantir construção de estádio na área

Terreno liberado: Corinthians investirá R$ 12 mi em obras sociais (crédito: CDC Arquitetos/Divulgação)
O Ministério Público, a prefeitura de São Paulo e o Corinthians assinaram um acordo no início da noite (4) para estabelecer as contrapartidas que o clube de futebol dará pela concessão do terreno onde será construído estádio da agremiação. Deverão ser aplicados R$ 12 milhões em obras sociais para garantir a liberação do terreno de 200 mil metros quadrados em Itaquera, zona leste paulistana.
Um terço das contrapartidas deverá estar concluído seis meses após a Copa do Mundo de 2014. O restante, no valor de R$ 8 milhões, deverá ser entregue até 2019. Pelo acordo, a contrapartida trará beneficios para as áreas de saúde e educação, priorizando idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência.
Com o acordo, será encerrada a ação de 2001 do Ministério Público que pedia anulação da concessão devido ao descumprimento da cláusula que determinava que o estádio deveria ser construído até 1993. O MP ressalvou, no entanto, que irá acompanhar a construção do estádio, especialmente os impactos que irá provocar na região.
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Ceará diz que finalizou demolição do anel inferior do Castelão

Obras internas no estádio de Fortaleza começaram no final de março; governo diz que segue cronograma

Perspectiva do novo Castelão (crédito: Vigliecca & Associados/Div.)
As obras de reforma, ampliação e adequação do estádio Castelão para a Copa de 2014 em Fortaleza começaram em 13 de dezembro passado pela parte externa. Em 31 de março, o Castelão fechou definitivamente para receber obras no interior.

O governo do Ceará afirma que, até o momento, todo o anel inferior do estádio foi demolido. Um dos pilares da reforma é exatamente a aproximação destas arquibancadas do campo, que se tornou possível com a eliminação da pista de atletismo. Com isso, o torcedor ficará mais perto dos jogadores, o que tornará a experiência do jogo mais atraente.

Entre outros pontos, também serão realizadas mudanças nas cabines de imprensa, camarotes, vestiários, túneis de acesso ao campo e nas cadeiras do estádio, que serão retráteis. 

O novo Castelão terá capacidade para 67 mil torcedores, número de assentos que o credencia para receber uma das semifinais da Copa.

Do lado de fora, a primeira fase da obra segue dentro do cronograma, diz o governo, com a construção da primeira etapa do estacionamento e de um novo prédio para a Secretaria do Esporte do Ceará (Sesporte).

Ainda na parte externa, teve início a terraplanagem da área de hospitalidade exigida pela Fifa, onde serão instaladas as tendas dos patrocinadores da entidade.

Vistorias
No total, o governo aplicará R$ 518,6 milhões na reforma do Castelão. Depois da obra, o estádio será gerido por oito anos pelo consórcio formado pelas empresas Galvão Engenharia, Serveng e BWA.

Em setembro, a Fifa fará a primeira fiscalização da obra do estádio. A segunda vistoria está agendada para dezembro de 2012, data em que o governo promete reinaugurar o principal estádio do Ceará.

Se a obra ficar pronta neste prazo, o Castelão se credencia para a Copa das Confederações, evento na metade de 2013 que serve de ensaio para o Mundial.
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Blatter diz que está satisfeito com avanço das obras para Copa

Presidente da Fifa afirmou que deve visitar o país para fazer um acompanhamento das obras

Blatter: feliz com os avanços na preparação brasileira para a Copa 

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, declarou neste domingo que está satisfeito com o avanço das obras para a Copa e não descartou a utilização de novas tecnologias no Mundial 2014.
"Neste momento estamos muito contentes com o avanço dos trabalhos", disse.
Blatter comentou que pretende visitar o Brasil para fazer um acompanhamento das obras de infraestrutura e para se reunir com a presidente Dilma Rousseff.
Com relação à incorporação das novas tecnologias no futebol, o dirigente comentou que a International Board se reunirá em março de 2012 para avaliar a conveniência de recorrer "ao controle da linha de gol" na Copa do Mundo do Brasil.
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Tribunal de Contas aponta irregularidades em seis estádios da Copa

Órgão lançou relatório com análise das principais obras de infraestrutura para o Mundial

TCU encontrou uma série de irregularidades no Maracanã (crédito: Fernandes Arquitetos/Div.)
Menos de uma semana depois de o Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) criticar o andamento das obras dos aeroportos da Copa, dizendo que não ficarão prontas para o evento, foi a vez de o Tribunal de Contas da União (TCU) lançar ontem (18) relatório sobre a infraestrutura brasileira para o Mundial.

A conclusão do órgão é basicamente a mesma de fevereiro deste ano, quando divulgou um primeiro relatório: quase tudo está atrasado. Constatação que seria menos problemática se não viesse acompanhada de um alerta: a falta de planejamento e os atrasos podem levar o Brasil a repetir o Pan-2007, que teve estouro orçamentário de 400%.

“A julgar pela experiência dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, existe o risco de que a despesa total [da Copa] venha a ser muito superior à inicialmente prevista”, diz trecho do documento.

Ao todo, o Brasil vai investir R$ 23,3 bilhões em estádios, aeroportos, transportes e portos para o Mundial. Mais de 98% dos recursos virão dos cofres públicos, o que justifica o alerta do tribunal.
Em relação aos estádios, o TCU voltou a dizer que quatro arenas da Copa têm altas chances de virar elefantes brancos: as de Brasília, Cuiabá, Manaus e Natal. Isso significa que os custos de construção e manutenção serão maiores que a renda gerada pelo empreendimento, deixando uma conta salgada para os estados pagarem ao longo de décadas.

Irregularidades
Até o momento, o tribunal analisou os projetos e contratos de seis estádios da Copa. Em todos encontrou algum tipo de irregularidade. A Arena Amazônia apresentou sobrepreço de até R$ 85 milhões, além de projeto básico deficiente e subcontratado. Em Cuiabá, a Arena Pantanal recebeu uma série de “determinações preventivas”.

Mas o maior número de problemas foi detectado no Maracanã. O provável estádio da final da Copa apresentou falha na elaboração do projeto básico, realizado pela Emop (Empresa estadual de Obras Públicas do Rio).

Ainda mais graves são os indícios de “irregularidades na licitação da obra”, a ausência de estudo de viabilidade econômica e a falta de projetos para as intervenções no entorno do Maracanã.

A lista do TCU continua com Natal, onde há suspeita de irregularidades na parceria público-privada assinada entre o governo estadual e a construtora OAS para o Estádio das Dunas. O órgão também apontou “riscos financeiro e cambial” na Arena Pernambuco, estádio de Recife.

Já para a Fonte Nova, em Salvador, o órgão considerou o valor da contraprestação pública “superestimado”. O governo da Bahia vai pagar R$ 1,6 bilhão em 15 anos à Odebrecht pela construção do estádio.

O relatório lembrou também que o Ministério Público do Distrito Federal questionou os 71 mil assentos do novo estádio Mané Garrincha, em Brasília, “aparentemente muito superior à demanda dos jogos dos times locais”.

Financiamento
Dá a medida do atraso nas obras dos estádios a quantia desembolsada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para financiamento.

Dos R$ 3,67 bilhões disponíveis para estádios, o banco liberou apenas R$ 6 milhões para a contratação do projeto executivo da Arena Amazônia, em Manaus, que representam 0,16% do total.

O baixo índice de aprovação tem relação com uma diretriz do TCU. O órgão orientou o BNDES a liberar fatia superior a 20% do financiamento apenas depois da apresentação do projeto executivo. Além disso, quatro estados (PR, SP, RS e RN) e o Distrito Federal não enviaram carta-consulta ao banco, primeira etapa para a aprovação do crédito.

Amazonas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Mato Grosso já assinaram o contrato com o BNDES. O Rio de Janeiro teve empréstimo aprovado, mas não contratado, enquanto Minas somente deu entrada na carta-consulta.

Mobilidade Urbana
O TCU não encontrou irregularidades na análise das obras de transporte para a Copa. No entanto, o setor segue o mesmo padrão de atrasos dos estádios.

De amostra com 50 projetos, o órgão identificou que 34% estão compatíveis com o programado, 54% tiveram datas reprogramadas e merecem “atenção especial” e 12% estão atrasadas.

Além do prazo, o TCU informa que 37 dos 54 projetos de mobilidade foram contratados pela Caixa Econômica Federal. No entanto, dos R$ 6,6 bilhões disponíveis para os projetos, apenas R$ 34,7 milhões foram liberados, valor que representa apenas 0,52% dos recursos.
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Estádios de 2014: cinco cidades ainda não iniciaram obras

Estádio das Dunas, de Natal: o último a lançar edital de licitação (crédito: Divulgação)
Após inúmeras críticas da Fifa, as obras  dos estádios da Copa de 2014 enfim dão sinal de avanço. Mesmo assim, em pelo menos cinco das 12 sedes do Mundial a situação permanece indefinida ou as reformas e construções não começaram.
A demora no início dos trabalhos começa a ameaçar a realização da Copa das Confederações, como mostra levantamento do Portal 2014 (leia mais). O evento-teste acontece daqui a 33 meses, enquanto, segundo o próprio Comitê Organizador da Copa (COL), um estádio leva ao menos 30 para ficar pronto.

A equipe do Portal 2014 visitou canteiros, fotografou e levantou informações sobre as cidades-sede que ainda não iniciaram seus trabalhos e publica hoje uma avaliação completa de cada estádio. As reportagens inauguram a seção Andamento das Obras, que irá mostrar a evolução, mês a mês, de todos os preparativos do Brasil para o Mundial de 2014.

A pesquisa mostra que três capitais do Nordeste estão com obras paradas. Recife e Fortaleza já terminaram as licitações, mas não conseguiram tirar suas arenas do papel. Natal, por sua vez, promete lançar o edital na próxima segunda-feira (20/9) e corre o risco de iniciar a construção do Estádio das Dunas apenas em 2011.

No Sudeste, São Paulo ainda patina para definir sua arena. Após o veto ao Morumbi, surgiu como opção o novo estádio do Corinthians. No entanto, o comitê paulista não oficializou a escolha da arena, enquanto o clube permanece alheio ao Mundial, tocando o projeto para 48 mil pessoas.

A situação começa a melhorar em Curitiba. Após um ano de idas e vindas, o Atlético-PR deve assinar na segunda acordo com a prefeitura e o governo do Paraná. Levará R$ 90 milhões com a venda do potencial construtivo, em esquema que ainda depende de aval dos vereadores e dos deputados estaduais.
Belo Horizonte
As obras do Mineirão começaram em janeiro. Segundo o governo, 80% do rebaixamento do gramado foi concluído. A demolição do anel inferior deve terminar em dezembro. Enquanto isso, a licitação para a terceira fase, que define o concessionário por 27 anos, está marcada para outubro. O valor oferecido pelo grupo é de R$ 743,4 milhões, incluindo estádio e esplanada.

Brasília
O Mané Garrincha está em processo de desmonte e demolição. O governo começou a tocar as obras em maio, após o Tribunal de Contas distrital liberar o edital, então suspenso por suspeita de sobrepreço. Vencedor da licitação, o consórcio Via Engenharia/Andrade Gutierrez entrou nas obras no final de julho.
O estádio concorre à abertura e é o segundo mais caro da Copa (R$ 696 milhões). O Ministério Público distrital quer rescindir o contrato e reduzir a capacidade de 72 mil para 30 mil pessoas (leia mais).

Cuiabá
Após o desmonte e demolição do Verdão, as obras em Cuiabá seguem para a compactação do solo, que prepara a etapa de fundações (leia mais). É o estádio com obras mais avançadas. Custará R$ 342 milhões aos cofres estaduais e será construído pelo consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior.

Curitiba
Prefeitura e governo prometem resolver a situação da Arena da Baixada na próxima segunda-feira. Proprietário do estádio, o Atlético-PR poderá captar R$ 90 milhões em títulos de potencial construtivo para a obra, e bancará outros R$ 30 milhões. As negociações se arrastam há mais de um ano.

Fortaleza
Após seis meses de atraso, o governo do Ceará divulgou nesta semana o vencedor da licitação do Castelão (leia mais). A demora fez de Fortaleza uma das sedes mais atrasadas da Copa. Se homologado, o consórcio Galvão/Serveng/BWA vai construir (R$ 452,2 milhões) e operar o estádio por oito anos.

Manaus
Em fase de demolição, as obras da Arena Amazônia tiveram um pequeno atraso no cronograma, já que a Andrade Gutierrez teve que trazer máquinas de São Paulo. É um dos estádios em fase mais avançada de obras, que começaram em maio. Orçado em R$ 499,5 milhões, o estádio será bancado com recursos estaduais.

Natal
O governo promete para segunda o lançamento do edital do Estádio das Dunas (R$ 400), único sem concorrência lançada. Obras secundárias tiveram início em maio. Em julho, o governador reduziu o valor dos contratos dos projetos de R$ 27,4 milhões para R$ 4 milhões (leia mais).

Porto Alegre
O Internacional começou a reforma do Beira-Rio em 29 de agosto, com perfurações para a instalação de estacas que vão dar suporte à cobertura do estádio. As obras de R$ 120 milhões não têm construtora definida.

Recife
Mesmo com a liberação em julho da licença ambiental, as obras da Arena Pernambuco não começaram (leia mais). A concessionária Odebrecht/ISG/AEG finaliza uma pesquisa arqueológica no terreno, enquanto o governo tenta retirar os últimos posseiros da região. A construção está orçada em R$ 464 milhões.

Rio de Janeiro
Governo iniciou em maio obras secundárias no Maracanã. Após definição do consórcio Andrade Gutierrez/Odebrecht/Delta, em agosto, a reforma (R$ 705 milhões) teve início com o desmonte das cadeiras do anel inferior (veja). Os cariocas já têm como certa a final na cidade.

Salvador
Após iniciar intervenções secundárias em maio, o consórcio OAS/Odebrecht implodiu a estrutura da Fonte Nova em 29 de agosto. Dentro de um mês devem começar as obras de fundação do estádio (leia mais). Com construção orçada em R$ 591 milhões, o valor nominal do contrato do estádio chega a R$ 1,6 bilhão, já que envolve gestão e manutenção por 35 anos. A cidade é candidatou à abertura e pode ampliar a Fonte Nova de 50 mil para 65 mil lugares.

São Paulo
Após o veto ao Morumbi, São Paulo definiu o estádio do Corinthians para representar a cidade na Copa. No entanto, não há posicionamento oficial do comitê paulista. O clube construirá arena para 48 mil pessoas (R$ 335 milhões) com a Odebrecht e não se compromete a ampliar o estádio para público de 65 mil. São Paulo concorre à abertura da Copa, mas é a única sede indefinida.
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